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O Deus Contínuo

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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Deus não é um visitante inesperado em nossa vida. Também não é um hóspede ocasional que de vez em quando aparece. Ele é Aquele que se estabeleceu em nossa história, conectou-se ao nosso ser para estar conosco sempre e não apenas para sempre.

Mais do que socorro no tempo da angústia, está conosco mesmo quando não é tempo de angústia. Quando tudo está bem, Ele está conosco. Quando estamos alegres, saudáveis e supridos, Ele está conosco. Ele não vem até nós nos momentos de perigo e depois se retira até uma próxima chamada de emergência. Ele permanece mesmo quando tudo está calmo. Se é verdade que Ele é nosso refúgio nas horas da tempestade, também é verdade que Ele é a nossa habitação nas horas da calmaria. Ele não vem. Ele está. Ele é.

A presença de Deus em nós e conosco não é uma linha intermitente, que é interrompida todas as vezes que um problema é resolvido. Sua mão em nossa história é uma linha contínua que se estende desde a eternidade passada, transpassa nossa vida presente, e prossegue até a eternidade futura. O fio da vida divina no qual fomos inseridos jamais se interrompe. Não existe um momento no qual Ele não esteja.

Sim, Deus é socorro bem presente na angústia, mas isso não significa que Ele esteja ausente em nossa paz porque justamente Ele é na nossa paz. Não há um instante da minha existência, não um lugar onde eu esteja, no qual Ele não seja Deus para mim e comigo. Em qualquer lugar ou tempo, Deus é Deus em mim e comigo. Em qualquer lugar ou tempo, independente do meu estado de espírito, independente das circunstâncias que rodeiam, Ele permanece Deus para mim, Ele se faz Deus em mim.

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama no abismo, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e tua destra me susterá. (Salmo 139.7-10).

Deus é o caminho para mim, mas eu não sou caminho para Ele. Para Ele eu sou casa onde Seu Espírito habita. Nossa comunhão foi selada e continua por toda a eternidade.

Cuida de Ti Mesmo

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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Tem cuidado de ti mesmo e do ensino (1 Timóteo 4.16)

Não poderemos cuidar de outros se não estivermos bem. Não poderemos edificar sem estar edificados. Não poderemos levantar outros se estivermos caídos. Só poderemos compartilhar o que primeiro recebemos. Só os supridos poderão suprir os que precisam. “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos” (2 Coríntios 13.5). Não levarei ninguém muito longe com um veículo sem combustível.

É egoísmo ter e não compartilhar. É tolice não ter e oferecer. Primeiro vem o “te abençoarei”. Depois vem o “tu serás uma bênção” (Gênesis 12.2). Não fomos chamados para reter o que nos foi dado. Da mesma forma, não fomos ordenados a tentar dar o que não temos. Somente os fortes fortalecerão a outros. E nós não somos a fonte. Ele é a Fonte. Nós não somos mais do que canais e permaneceremos vazios se não estivermos conectados Nele.

Procura tempo oportuno para cuidar de ti e relembra detalhadamente os benefícios de Deus. Se te abstiveres de conversações supérfluas e passeios ociosos, como também de ouvir novidades e boatos, acharás tempo suficiente e adequando para te entregares às santas meditações (Tomas de Kempis).

É nossa obrigação amar o nosso próximo. Todavia, temos que fazer isso da mesma forma como amamos a nós mesmos. Não poderemos amar o outro adequadamente, se não amarmos a nós mesmos adequadamente. Viver para servir ao outro não é a mesma coisa que deixar de viver para servir ao outro.

Sem conteúdo jamais poderemos ajudar vidas vazias. “Enche teu vaso de azeite e vem…” (1 Samuel 16.1). Se doentes, não curaremos. Se perdidos, como indicaremos o caminho? Se as bênção divinas pararem em nós para que servem elas? Mas se elas não chegarem a nós, que daremos aos outros? Basta cinco pães e dois peixes. Todavia, sem eles, sobre o que o Senhor dará sua bênção? Basta-nos um pouco de azeite. Entretanto, sem este pouco, as vasilhas vazias permanecerão vazias.

Só terei em mim à medida que me suprir Dele. O amor, a sabedoria e a força que eu darei a outros só poderá vir de Suas mãos. Preciso estender minhas mãos ao alto, antes de estendê-las ao próximo.

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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E sucedeu que, ao fim de dez dias, veio a palavra do SENHOR a Jeremias. (Jeremias 42.7)

Temos sempre muita pressa. Principalmente quando se trata do agir de Deus. Há enorme ansiedade em nosso coração para que as coisas se resolvam do modo como achamos que devem ser resolvidas. Para o nosso coração inquieto Deus sempre está demorando.

Essa inquietação se manifesta fortemente quando se trata de conhecermos a vontade de Deus. Mal fizemos a pergunta e já queremos a resposta. Não somos prontos em obedecer, e, no entanto, exigimos um Deus pronto em responder. Alguns vão mais longe. Justificam sua precipitação, alegando a demoradivina.

Precisamos aprender que não importa quanto tempo demore a resposta, ela vem. Precisamos aprender que não importa quanto tempo demore a resposta, precisamos dela. Se a queremos, temos de pagar seu preço e este muitas vezes é a paciência. Jeremias, profeta experimentado nas coisas de Deus, que por muitas vezes recebera sua palavra e direção, precisou esperar dez dias. Ele foi um gigante espiritual e mesmo assim teve que aguardar até que ela chegasse. Geralmente queremos uma direção divina, desde que não nos custe esperar muito. A inquietação de nosso coração revela quão pouco conhecemos a Deus e quão pouco dependemos Dele.

Sim, Deus tem uma resposta pra você. Ele quer que você esteja em Sua vontade e não tome decisões sem sua aprovação. Todavia, ele quer filhos obedientes, não crianças mimadas que se irritam porque as coisas não aconteceram do seu jeito e no seu tempo. Mais vale uma direção divina que demore do que uma decisão humana precipitada.

“Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia, em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras” (Daniel 10.12)

Deus fala, mas nós estamos atentos à sua voz? Ele manda respostas, mas quando ela chega ainda estamos aguardando? Ou já nos retiramos movidos por nossa ansiedade? Não temos só um Deus que ouve, temos um Deus que responde. Importa que Ele também tenha servos que esperem o seu falar.

Ele Se Entregou Por Nós

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado. Semelhantemente, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós (Lucas 22.19, 20)

Jesus não pediu algo de nós. Ele pediu nosso todo. Também não deu apenas algo de Si a nós. Ele se deu todo. Não ofereceu sacrifícios em nosso favor. Ofereceu a si mesmo para nos redimir. Se alguém tem direito a nós neste mundo é Ele. Se alguém pode exigir de nós os maiores sacrifícios, as maiores renúncias, a mais plena obediência, É ele. Nada e nem ninguém neste Universo tem direito à nossa vida como Ele.

Aquele dia no cenáculo, durante a Ceia, Jesus estava resumindo em algumas palavras o que fizera consigo. Sua vida foi uma entrega por nós. Não era apenas o pão e o cálice que ele compartilhou. Ele compartilhou inteiramente a si mesmo.

Jesus não nos deu apenas palavras sublimes e milagres incomparáveis. Não nos deu apenas sua autoridade e seu poder. Disse e fez coisas maravilhosas e, no entanto, isso não foi a coisa mais maravilhosa que Ele fez. Deixou sua glória eterna para se tornar como nós. E quando pensávamos que isso seria tudo, ele derramou sobre a cruz Seu Ser e Sua Vida para nos redimir.

Como não amar tão grande amor? Como não estar disposto a renunciar tudo à favor Dele? Quando se compreende o amor de Cristo, nada mais importa senão obedecê-lo. Qualquer entrega será pouca para quem compreendeu a cruz de Cristo.

Como disse David Livingstone, o grande missionário para a África “Deus, envia-me para qualquer lugar, desde que vás comigo. Coloca qualquer carga sobre mim, desde que me carregues, e desata todos os laços do meu coração, menos o laço que prende o meu coração ao teu”. Tudo o Filho renunciou para tornar-se nosso. É nossa vez de a tudo renunciar para nos tornarmos Dele.

Não Lhe devemos apenas o que temos. Devemos a Ele tudo o que somos. Ele não quer nossos bens somente. Ele quer toda a nossa história, pois Ele nos deu a Sua. E um dia na eternidade se tornará visível a todos a dimensão de nossa entrega a Ele.

Não Quero

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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Não quero portas que o Senhor não abriu pra mim, por melhores que elas sejam ou pareçam ser. Não quero caminhos que Ele não traçou, ainda que sejam bonitos e suaves. Não quero o fácil só porque é fácil, nem o difícil só porque é difícil. Quero somente o que Tu tens pra mim. Tudo o que vem de Tuas mãos é vida, tudo o que vem de tuas mãos é bom.

Não quero atalhos para chegar ao meu destino, pois muitos dos atalhos do hoje são os becos sem saída do amanhã. Teus caminhos podem ser longos muitas vezes, mas são seguros e me conduzirão até os Teus planos, me levarão sempre rumo aos Teus propósitos. Não perdemos tempo quando seguimos por eles.

Não quero um caminho para a vitória que não passe pela cruz, que não exija a morte do meu eu, que não custe o fim do meu pecado. Também não me interessa uma vitória que não seja a vitória dos salvos, a vitória dos santos, a vitória daqueles que sabem que os pensamentos de Deus são mais altos que os nossos e que os caminhos Dele se elevam muito acima do que julgamos um bom caminho. Sabemos que não há ressurreição de nenhum tipo, senão para aqueles que aceitaram a cruz.

Não quero vozes de aprovação que ao invés de me aperfeiçoar me tornarão orgulhoso, mas também não quero reprovações que nasceram em corações que não me amam, que me reprovam apenas por me reprovar. Quero amar a repreensão divina, tanto quanto a aprovação divina. E nunca aquelas que brotam do coração humano decaído ou da ação diabólica destruidora.

Não quero a abundância que não venha de Deus, nem a necessidade que seja fruto dos meus erros. Suas bênçãos enriquecem sem acrescentar dores (Provérbios 10.22). Se suas mãos nos ferem, nos ferem para nos curar das feridas mais profundas.

Saiba eu Senhor, discernir, o que vem de Ti e o que não vem, o que Tu aprovas ou repeles, qual é a Voz do meu Pastor e qual não é. Pois neste mundo decaído, nem tudo é bom, nem tudo é vida, nem tudo é bênção, mesmo coisas que parecem ser. Que o Senhor me ensine a abraçar o bem e repelir o mal, desejar tudo aquilo que pertence a Ti e rejeitar aquilo que nos leva à morte.

Junto ao Pai é Melhor

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! (Lucas 15.17)

Quando o pródigo saiu da casa de seu pai ele acreditava estar tomando a melhor decisão. Ele achava que só uma parte daquela vida era boa. Provavelmente não gostava da disciplina, das normas, das exigências que vinham do pai. Achava que estava preso, limitado, que estava perdendo algo. Ele não queria trilhos para sua vida, achava difícil se ajustar àqueles padrões, pensava que tudo aquilo estava lhe roubando a verdadeira liberdade. Infelizmente, teve que aprender da forma mais dolorosa.

A casa do Pai é o melhor lugar do mundo. Só a abundância que Dele é a verdadeira abundância. As exigências de Deus são maravilhosas, porque Ele nos dá mandamentos e junto nos dá forças para obedecê-los. Ele nos desafia e ao mesmo tempo derrama ousadia em nossos corações. Ele permite angústias e aflições em nossa vida, e, no entanto, ele também nos dá o escape. E com o tempo descobrimos que a disciplina de Deus é tão boa quanto suas bênçãos. Que suas correções também são vida. E que chorar com Deus é muito diferente do que chorar sem Ele. Aprendemos que perder por Deus é ganhar e ganhar sem Deus é perder.

Acredite no que o Senhor falou. “Crede no Pai. Crede também em mim” (João 14.1). Você não precisa fugir para longe de Deus e experimentar quão terrível é uma vida sem Ele. Você não precisa chegar ao fundo do poço para saber que Deus é bom, que Ele é melhor. Acredite em seu amor hoje.

Aceite não apenas o amor do Pai, mas também seu castigo, suas correções, seus mandamentos, suas limitações. Nossa natureza decaída grita quando o Oleiro nos amassa e refaz. Essa dor não é a dor da morte, mas a dor da vida. É a pressão divina que moldará nosso caráter, nossa essência, para nos tornar algo bom o bonito aos Seus olhos (Jeremias 18.4). Permaneça na mão do Oleiro.

Há algo muitas vezes melhor do que voltar para perto do Pai. É jamais sair de junto a Ele. Eu não preciso experimentar a dor do mundo para saber que o amor de Deus é muito mais excelente. Por isso, quero viver, e andar e crescer aos seus pés.

O Poder da Continuidade

Por Eguinaldo Hélio de Souza

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Logo ao alvorecer, o rei se levantou e correu para a cova dos leões. Quando ia se aproximando da cova, chamou Daniel com voz que revelava aflição: “Daniel, servo do Deus vivo, será que o seu Deus, a quem você serve continuamente, pôde livrá-lo dos leões?” (Daniel 6.19)

“… a quem você continuamente serve…”. Esse era o segredo de Daniel. Seu caminhar com Deus não era vacilante, hesitante e sim contínuo. Deus para Ele não era uma saída de emergência. Era a estrada pela qual caminhava. Não se tratava de recorrer a Deus na urgência e sim de estar diante de Sua face sempre.

Os homens e mulheres de Deus que viveram uma vida vitoriosa, tiveram uma vida de constante contato com Ele. Relacionamentos só são verdadeiros quando a comunhão é permanente, quando a convivência é contínua, quando se caminha junto, independente das circunstâncias internas e externas.

Se para eu servir a Deus eu depender do meu humor, então com certeza serei um mau servo. Nem sempre estou alegre e feliz. Nem sempre estou satisfeito com o que tenho e vivo. No entanto, meu Deus sempre é o mesmo. Chorando ou sorrindo, descendo ou subindo, vencendo ou caindo, sempre é tempo de servi-lo. Se eu interromper a conexão com Deus todas as vezes que me sentir insatisfeito, então não terei nenhum relacionamento com Ele.

Também não posso permitir que fatos ao meu redor me afastem Dele. As pessoas dão desculpas e apontam culpados para explicar porque se afastaram. Todavia, nada disso vai funcionar, porque afastar-se daquele que é a Vida e a Vitória nunca é certo. Nem mesmo as leis da Pérsia impediram Daniel de manter seu contato com Deus (Daniel 6.10).

As pessoas querem os milagres de Deus, mas nem sempre querem o Deus dos milagres. Querem bênçãos, sem, contudo, amarem o Abençoador. Desejam vitórias, mas não o Vitorioso.

A cova dos leões não é o seu maior desafio. Seu maior desafio é manter sua comunhão com Deus em toda e qualquer circunstâncias. Hoje, amanhã e depois é seu tempo de servir a Deus. E esse tempo se estende por toda a eternidade. Se você servi-lo continuamente, então, e só então, quando o tempo da provação chegar, Ele livrará você.

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